O Cais Flutuante do Espinheiros foi inaugurado na manhã deste domingo (2/8). A nova estrutura foi construída no local onde existia uma antiga, que havia sido danificada. O cais atual é maior, mais moderno e comporta a atracação de embarcações de até 100 pés, tamanho equivalente ao do Barco Príncipe.
O investimento foi de R$ 6,1 milhões, com recursos provenientes do Fundo Municipal de Promoção do Desenvolvimento Sustentável.
“A gente está tirando aquela velha máxima que Joinville está de costas para o mar. Nós efetivamente abrimos ainda mais os olhos e os braços para a Baía Babitonga. Já tivemos isso com a Vigorelli e agora aqui no Espinheiros, com esse grande flutuante. Ele permite que a gente tenha ainda mais incentivo ao turismo para essa região que é tão bonita, importante e que já recebe tanta gente. Ou seja, é uma grande entrega para essa comunidade”, afirma a prefeita Rejane Gambin.
Além da prefeita, a cerimônia de inauguração contou com a presença dos vereadores Diego Machado, Henrique Deckmann, Pelé, Vanessa Falk e do ex-vereador Kiko do Restaurante. Secretários municipais, lideranças e a comunidade prestigiaram o evento que teve a apresentação de dança do Grupo Passinho 80.
O trapiche original do Parque Porta do Mar foi construído em 2014. Anos depois, a parte móvel da estrutura foi danificada, sem possibilidade técnica de recuperação. Por esse motivo, ela precisou ser removida, permanecendo apenas o trapiche fixo de concreto ligado à margem.
“Fizemos um trabalho de pesquisa, verificamos outras situações similares à nossa, e desenvolvemos um projeto para Joinville que traz segurança e atende a necessidade da população. É o que estamos vendo hoje: essa união entre concreto e aço, usando uma tecnologia que já está comprovada em outras regiões “, detalha o secretário de Infraestrutura Urbana de Joinville, Jorge Sá.
Ao todo, o novo píer é formado por seis módulos flutuantes de concreto armado, fabricados com uso de uma tecnologia sueca, o que é um diferencial na fabricação dessas peças.
Cinco deles possuem 11 metros de comprimento e três metros de largura, pesam cerca de 25 toneladas cada e, alinhados, formam uma frente de atracação com aproximadamente 55 metros de extensão.
Já o sexto módulo, com 5,5 metros de comprimento, 2,5 metros de largura e peso estimado de oito toneladas, faz a conexão entre o píer e a ponte de acesso. Todos os módulos são preenchidos internamente com EPS (isopor) de alta densidade, material que auxilia na flutuação e mantém a estabilidade da estrutura.
Os módulos flutuantes foram fabricados no bairro Fátima e transportados por embarcações até o Espinheiros. O cais acompanha naturalmente as variações da maré.
O espaço também recebeu adequações com piso tátil e guarda-corpos, além de proteções para absorver impactos de embarcações, nova iluminação, bancos, lixeiras e dispositivos para amarração das embarcações.
O conjunto formado pelo trapiche e novo Cais tem cerca de 500 metros quadrados de projeção sobre a água e cerca de 130 metros de comprimento.
O Cais Flutuante do Espinheiros leva o nome de Augusto Domingos do Livramento, conforme a Lei 7.765/2014, de autoria do então vereador Dorval Pretti. Augusto Domingos do Livramento foi um pescador e um dos primeiros moradores da região.
Incentivo ao empreendedorismo e desenvolvimento turístico
Além de tornar a área muito mais bonita e ser um espaço de convívio para a comunidade, o Cais Flutuante do Espinheiros é um equipamento que tem influência direta no desenvolvimento turístico da região.
“Joinville tem uma beleza natural muito importante que é a Baía Babitonga, a Lagoa Saguaçu e toda a área náutica. Mas até então, o município não conseguia explorar essa área com cuidado ambiental e desenvolvimento econômico. Queremos que as pessoas venham pra cá, conheçam nossos restaurantes, naveguem na nossa baía, que é uma das mais bonitas do Brasil e sem infraestrutura isso não acontece. A partir de hoje, nós damos um marco inicial para o futuro do turismo náutico de Joinville”, ressalta Guilherme Gassenferth, secretário de Cultura e Turismo.
Comunidade do Espinheiros celebra inauguração do Cais do Flutuante
Moradores do Espinheiros estiveram em bom número para celebrar a inauguração e visitar o Cais Flutuante pela primeira vez. Marlene Cecília Luchini, com residência no bairro Espinheiros há 40 anos, relembrou o acidente que danificou parte do trapiche original do Parque Porta do Mar e, agora, comemora a nova estrutura.
“Há anos atrás a maré levou o que tinha aqui, mas agora estamos conseguindo reinaugurar essa estrutura mais bonita, potente e com possibilidade de receber barcos de grande porte. Então ficamos bem contente”, comenta.
“Antigamente aqui no bairro era defasado, mas com o tempo foi melhorando e hoje se encontra bem agradável, um espaço de lazer, de passeio com a família, principalmente com o meu neto. É bem gratificante”, destaca Zenaide Bispo que mora no bairro há 38 anos.
Já para João Carlos Paraná, morador do bairro Boa Vista há mais de quatro décadas, o Cais garante um local que destaca o turismo náutico e um avanço em tecnologia. “É um benefício para a cidade, para Santa Catarina, onde o povo tem o lazer de vir aqui e visitar. É uma maneira onde o turismo se envolve na natureza. É uma grande inovação ter um local assim, vistoso e bonito”, frisa.
Utilização de equipamento é regulamentada por Decreto Municipal
A utilização do Cais Flutuante do Espinheiros está regulamentada pelo Decreto nº 73.409, que estabelece regras de uso, segurança, convivência e gestão do equipamento público.
Entre as normas está o funcionamento diário do espaço das 6h às 20h e a lotação máxima instantânea permitida sobre a plataforma flutuante de 100 pessoas.
Para a estrutura flutuante e rampa de acesso, ficam proibidos mergulhos, banhos e pesca a partir da estrutura; consumo de bebidas em recipientes de vidro; uso de equipamentos sonoros que provoquem perturbação; circulação de bicicletas, patinetes, skates e similares.
Também fica vedada a instalação de estruturas que prejudiquem a circulação e a acessibilidade; a permanência de menores de 12 anos desacompanhados dos pais ou responsáveis legais, além do descarte de resíduos, realização de serviços que possam causar contaminação ambiental, entre outras normas.
O decreto também determina que embarcações utilizem o píer apenas pelo tempo necessário para embarque, desembarque, carga e descarga, com permanência máxima de 15 minutos, e que os usuários preservem a limpeza, a conservação e o uso compartilhado da estrutura. O decreto completo pode ser consultado na edição do Diário Oficial do Município de sexta-feira (31/7).


