A manhã do último domingo (1º/3) foi movimentada no bairro Jardim Sofia, em Joinville. Devido ao histórico de alagamentos na região, a comunidade foi escolhida como cenário do 2º Simulado Geral de Gestão de Desastres, promovido pela Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil.
A Defesa Civil de Joinville fez a simulação de uma inundação no bairro a fim de testar rotas de fuga e pontos de encontro e abrigo. Além disso, o simulado permitiu treinar os fluxos de acionamento entre as secretarias e demais entidades mobilizadas nessas situações, como as secretarias de Assistência Social, Saúde, Educação e Comunicação e os Bombeiros Voluntários, Clube de Jipeiros e Grupo de Resgate em Montanha.
Nas semanas anteriores ao simulado, a comunidade foi convidada a participar e cerca de 40 moradores estiveram presentes. “A avaliação é extremamente positiva. A população atendeu ao chamado e participou. Isso é fundamental para avaliar rotas de fuga, pontos de encontro e informar o que fazer”, avalia Maiko Richter, diretor da Defesa Civil de Joinville.
A dona de casa Marisa de Oliveira Laube mora há 26 anos no bairro e aproveitou o domingo para participar do simulado. Embora a casa dela nunca tenha sido atingida por alagamentos, o grande volume de chuva já deixou a família ilhada em algumas ocasiões.
“A gente acompanha a chuva e monitora o rio. Quando a água começa a chegar, temos um plano que é tirar itens de emergência, roupas e documentos e deixar ensacado”, conta.
Para ela, a participação no simulado é essencial para se preparar para situações como essa. “Não só os profissionais, mas a comunidade precisa estar aqui. É um treinamento para você estar preparado, saber como agir”, completa.
Moradores foram resgatados pelos bombeiros e levados a abrigo emergencial
Durante o simulado, os moradores se reuniram na Escola de Educação Básica Senador Rodrigo Lobo, que fica em um ponto mais alto do bairro e pode ser usada como ponto de encontro em caso de inundação. No local, eles repassaram à Defesa Civil o percurso que fizeram até a escola, o que contribui para traçar rotas de fuga.
Após essa etapa, 38 moradores foram transportados em um caminhão dos bombeiros, simulando uma operação de resgate, até o abrigo montado pela Secretaria de Assistência Social na Escola Municipal Professor Avelino Marcante, onde preencheram o cadastro simulando uma situação real.
No abrigo emergencial, os moradores receberam orientações sobre o recebimento de kits de assistência humanitária, como colchões e itens de higiene e limpeza. No local, além das equipes da Assistência Social para o cuidado com as pessoas, uma equipe do Centro de Bem-Estar Animal estava a postos para a atenção aos animais.
“Foi possível fazer todo o treinamento de fluxos de acionamento entre as secretarias e as entidades externas. Houve uma participação muito positiva no simulado”, destaca Maiko. Além de cerca de 40 moradores, a ação reuniu aproximadamente 60 profissionais de várias equipes.
Durante o simulado, o Plano de Contingência (Plancon) foi elevado gradualmente para o nível Vermelho, com a ativação do Gabinete de Crise. Na ação, também houve a simulação do decreto de emergência e da abertura de um centro logístico para recebimento dos kits de assistência humanitária.

