Em comemoração ao Dia Nacional do Choro, celebrado em 23 de abril, a Casa da Cultura Fausto Rocha Júnior realiza uma Roda de Choro aberta ao público no átrio do espaço, a partir das 10h do mesmo dia. A atividade destaca a importância do gênero como uma das mais autênticas expressões da música brasileira.
A programação contará com a presença de professores, estudantes e ex-estudantes da Casa da Cultura, além de uma participação especial do Grupo Regional do Mello.
A proposta é promover um encontro musical aberto, em que o público é convidado a participar: os músicos podem levar seus instrumentos e se juntar à roda, em um ambiente de celebração da música brasileira. O evento não tem cobrança de ingresso.
O choro
Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2024, o choro tem origem no século XIX, no Rio de Janeiro, e é considerado a primeira expressão musical tipicamente brasileira. O gênero surgiu da fusão entre ritmos europeus e africanos, criando uma sonoridade única, marcada pela riqueza melódica e pela improvisação.
O “choro” ou “chorinho” não nasceu da tristeza, mas de um certo jeito de tocar. O termo surgiu a partir da forma “chorosa”, ou mais sentimental, com que músicos brasileiros interpretavam músicas estrangeiras. À época, alguém associou o ritmo à ideia de “música de fazer chorar” e o termo ficou, dando origem ao nome do gênero.
Tradicionalmente, o choro é executado por conjuntos formados por instrumentos como bandolim, flauta, violão de sete cordas, pandeiro, cavaquinho e, em alguns casos, clarinete, combinação que define sua sonoridade característica.
O Dia Nacional do Choro foi instituído oficialmente em 2000 e homenageia Pixinguinha, nascido em 23 de abril de 1897, um dos maiores nomes da história do choro, reconhecido como compositor, arranjador e flautista fundamental para a consolidação do gênero no país.
Depois dele, o choro seguiu atravessando gerações e influenciando outros estilos, incluindo as primeiras marchinhas de Carnaval de Noel Rosa. Sem muito alarde, foi ficando, até se tornar parte essencial da música brasileira, onde permanece até hoje.