Unidos do Caldeirão exalta as suas raízes com homenagem ao futebol amador

Publicada em 29/01/2026 às 16:16
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A Unidos do Caldeirão chega à avenida Beira Rio em 2026 com um samba-enredo que relembra suas próprias raízes. Com 14 anos de história, a escola que neste ano celebra o futebol nasceu junto ao Fluminense do Itaum, apelidado de Caldeirão, que dá nome à agremiação em uma história que se entrelaça.

“Como a escola foi constituída lá, recebeu o nome de Caldeirão. Nós fomos abraçados pelo clube e até hoje, nesses 14 anos, a sede continua no Fluminense do Itaum”, conta Marili Narciza, presidente da escola. Até mesmo o vermelho, verde e branco do clube acompanham a agremiação na avenida.

Entre os diferenciais da escola, segundo Marili, está o incentivo à formação. “A gente vem desenvolvendo esse trabalho não só durante o Carnaval, mas o ano inteiro, em escolas, institutos federais e universidades para reforçar a importância da arte e da cultura”, destaca.

Samba-enredo destaca os 90 anos do futebol amador em Joinville

Com berço em clube de futebol, a Caldeirão destaca em seu samba-enredo deste ano os 90 anos de história do futebol amador em Joinville. A ideia é dar ainda mais visibilidade ao trabalho realizado por meio do esporte nas comunidades de Joinville, que une a prática esportiva à cultura e à educação.

“A gente sabe que o futebol amador acontece nas comunidades periféricas, é um sonho de meninas e meninos despontar como jogador. Na conversa com a diretoria, pensamos em trazer esse tema e dar visibilidade para esse trabalho social que é feito nas comunidades de Joinville”, explica Marili.

O samba-enredo foi composto por integrantes da escola com o apoio de parceiros e revive grandes momentos e nomes do esporte amador da cidade. Alguns exemplos são o próprio Fluminense do Itaum, que nasceu como amador e hoje chegou ao esporte profissional, além do Olaria, Bangu, Caxias e América.

“Para fazer o samba-enredo há uma trajetória, um estudo, e a gente conta essa história para as pessoas conhecerem e valorizarem o que tem na sua comunidade”, destaca a presidente.

Quem desfila também dá forma às fantasias

No Expocentro Edmundo Doubrawa, é a comunidade quem dá forma as fantasias que serão usadas no desfile. “São pessoas da escola que produzem, montam e a gente vê se dá certo, se fica legal. Uma das preocupações é se a pessoa que vai usar vai se sentir bem porque é o momento em que ela vai brilhar”, conta Marili.

No trabalho de formação, a Caldeirão também forma seus próprios ritmistas, artesãos e costureiras. “Nossa porta-bandeira está há 12 anos conosco e também ajuda a customizar as fantasias. É todo mundo trabalhando junto pelo sucesso da cultura do Carnaval”, fala.

Com samba e bola no pé, a Caldeirão espera levar ao público a importância da arte, esporte e cultura. “O público pode esperar muita alegria na avenida e uma diversidade muito grande porque a gente vem contando um pouco de cada bairro, daquele projeto social que é feito na sua comunidade”, ressalta a presidente.

Grêmio Recreativo e Escola de Samba Unidos do Caldeirão

Samba-enredo: “Glórias e conquistas – o voo da Fênix leva a várzea joinvilense para a avenida!”
Ano de fundação: 2011
Cores: vermelho, verde e branco
Cerca de 350 componentes
Duas alegorias e dois tripés
16 alas

Dois homens e um menino estão com camisas vermelhas e tocam instrumentos de percussão

Mulher morena de cabelos longos segura mastro de bandeira enquanto dança

Menino de camisa amarela toca instrumento de percussão

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