Com o intuito de fortalecer as ações de prevenção e promoção de saúde, as áreas de Vigilância de Joinville promoveram nesta quarta-feira (28/10) a primeira edição do Seminário Uma Só Saúde.
O encontro reuniu representantes de diferentes esferas do Sistema Único de Saúde (SUS) para reforçar o papel coletivo destes profissionais na imunização, identificação e prevenção de doenças e agravos epidemiológicos nos territórios.
O encontro no auditório da Reitoria da Univille reuniu mais de 200 profissionais de saúde de Joinville e da região em uma programação que contemplou palestras, debates e sessões temáticas sobre vigilância em saúde, mapeamento de riscos e imunização, conduzidos pelos profissionais da área da saúde pública de Joinville e com a participação de palestrantes convidados.
O diretor da Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), João Augusto Brancher Fuck, abriu o Seminário falando sobre a importância das equipes da Vigilância e Atenção Primária integrarem seus olhares ao território para um melhor direcionamento de ações e políticas públicas.
“O território tem muita coisa que não exploramos e traz muita informação: onde as pessoas estão, onde trabalham, circulam, animais, novos agentes biológicos, condições de vida, ambiente, mobilidade. O território é onde acontece o dia a dia da população, e isso tem impacto na saúde e no adoecimento. O grande desafio é como captar essas informações e transformar em uma estratégia efetiva. Vigilância é território”, enfatiza o diretor.
Eder Gatti Fernandes, médico infectologista e diretor do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde, foi um dos convidados do seminário para apresentar o funcionamento do programa, os avanços e principais desafios.
“O PNI surgiu na década de 1970 e em 1977 tivemos o primeiro calendário nacional de vacinação com apenas quatro vacinas, extremamente simples. Hoje temos 49 imunobiológicos disponíveis, e pelo menos 20 deles no calendário de rotina das pessoas, então, a imunização se tornou muito mais complexa. Temos 44.400 salas de vacinação em todo o Brasil e a gestão da imunização é realizada em três esferas, em nível federal, estados e municípios. Todos são importantes e fazem o programa de imunização acontecer. É uma missão compartilhada”, destaca.
O diretor da DIVE/SC também enfatizou a importância desse trabalho em rede para o avanço da vacinação. “Santa Catarina possui 1.195 salas públicas de vacinação. Temos competências diferentes nas três esferas, mas nossa ação é complementar. Santa Catarina é um estado que vacina muito bem, mas temos o desafio de manter esses altos índices. Precisamos trabalhar em rede para avançar”, reforça.
Para Maria Cristina Willemann, diretora de Vigilâncias da Secretaria da Saúde de Joinville, o encontro foi uma oportunidade de integrar as áreas de Vigilância com os profissionais de saúde que atuam nas Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSFs).
“A Vigilância é um papel também da Atenção Primária porque é ela que está na ponta, fazendo o acolhimento, conhece o seu território e o entorno da sua unidade. Temos uma responsabilidade compartilhada com a saúde das pessoas”, destaca a diretora.
