Saúde de Joinville orienta sobre importância do pré-natal para reduzir complicações na gravidez e promover qualidade de vida à mãe e ao bebê

Publicada em 28/01/2026 às 08:49
Relacionado a: Secretaria da Saúde - SES

Por trás do momento de gerar um filho, há uma série de cuidados e profissionais que garantem mais segurança, qualidade de vida e saúde para a mãe e o bebê. O pré-natal é essencial para reduzir riscos de complicações durante a gestação e o parto, e tem como principal porta de entrada as Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSFs).

Joinville conta atualmente com 2.789 gestantes em acompanhamento de pré-natal pelo SUS nas UBSFs. De acordo com os Indicadores de Desempenho do Ministério da Saúde, 54,3% das gestantes em acompanhamento em Joinville já realizaram pelo menos seis consultas de pré-natal ou mais na atenção primária. Destas mulheres, 83,1% também realizaram exames de sífilis e HIV e 64,4% passaram por atendimento odontológico.

“Quando falamos em pré-natal, falamos de um acompanhamento que visa prevenir e buscar a melhor qualidade para mãe e para o bebê e ajudar a prevenir futuros riscos dessa gestação”, destaca Jhoselin Carone Rachid, médica da família e coordenadora técnica médica de Regulação e Serviços Especializados.

Segundo a profissional, o pré-natal é determinante para identificar outras condições que exigem cuidados específicos, como diabetes gestacional, pressão alta, anemia, infecções e condições que afetem o crescimento fetal. Caso haja risco de complicações e doenças preexistentes da mãe, é possível iniciar medidas de prevenção ou tratamento.

Durante a rotina de consultas de pré-natal, a comunicação é uma parte muito importante. A recomendação às gestantes é sempre falar sobre hábitos, histórico familiar, doenças pré-existentes, uso de medicamentos, sintomas e dúvidas.

“O pré-natal é um acompanhamento bem centralizado na gestante e no bebê. É importante que as gestantes tragam todas as dúvidas possíveis. Dentro do consultório, nenhuma dúvida é boba”, ressalta a médica.

Pré-natal identifica riscos como a pré-eclâmpsia

Para Debora Thaline de Leão, o pré-natal foi essencial para assegurar o bem mais precioso: a vida. Ela teve pré-eclâmpsia (aumento da hipertensão arterial) na primeira e na segunda gestação. Em novembro do ano passado, o segundo filho, Joaquim, nasceu prematuro.

O acompanhamento do pré-natal na UBSF Leonardo Schilickmann, no bairro Iririú, permitiu identificar com antecedência a gravidez de risco e, além do acompanhamento na unidade de saúde, o cuidado foi compartilhado com a Maternidade Darcy Vargas.

Devido à pressão alta, Debora realizava acompanhamento periódico da pressão e usou todas as suplementações preventivas recomendadas, conforme protocolo de pré-eclâmpsia aplicado em todas as Unidades Básicas de Saúde da Família de Joinville. O município é pioneiro no Brasil na implementação de um protocolo para emergências hipertensivas na gravidez para identificar com agilidade os sinais de uma pré-eclâmpsia.

Ao completar 33 semanas de gestação, Debora passou a sentir dores de cabeça mais fortes. Por precaução, foi até a maternidade onde, por segurança, ficou internada até o dia do parto. Joaquim nasceu com 1.750 kg e ficou duas semanas na UTI Neonatal do Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria. No dia 16 de dezembro, ele teve alta e a família finalmente ficou completa em casa. Hoje, mãe e filho seguem em acompanhamento na UBSF.

“Ele foi pra UTI e eu saí da maternidade três dias depois. Eu ia pra casa, voltava, podia ficar uma hora com ele no colo. Consegui um lugar no alojamento e ele começou a mamar, graças a Deus. Quando chegou aos dois quilos, conseguimos ir pra casa. Se não fosse o atendimento daqui com o atendimento na maternidade, a pré-eclâmpsia é tão devastadora que eu até poderia ter perdido a vida”, relembra Debora.

“Se tem dúvida, tem que vir na consulta. É muito importante, não só na pré-eclâmpsia, mas também o diabetes, e o psicológico. Tem muita gente que conheço que está grávida e precisa de apoio emocional e na unidade você tem esse apoio. Ajuda é essencial”, diz a mãe.

Recomendação é iniciar o pré-natal antes de 12 semanas de gestação

De acordo com a orientação do Ministério da Saúde, o pré-natal deve começar, de preferência, antes das 12 semanas de gestação, diretamente na UBSF. Na primeira consulta, realizada com um enfermeiro, são encaminhados os primeiros exames laboratoriais, testes rápidos de doenças transmissíveis e, se necessário, iniciam-se as suplementações.

Até 28 semanas de gravidez, o pré-natal na atenção primária é realizado em consultas mensais, intercaladas entre consultas com enfermeiros e o médico de Saúde da Família. De 28 a 36 semanas, essas consultas passam a ser quinzenais. A partir de 36 semanas, o acompanhamento é quinzenal ou semanal, onde é aferida a pressão, peso, avaliação geral, queixas, batimentos cardíacos do bebê e a altura uterina.

“É um cuidado bem amparado, pelo qual podemos esclarecer as dúvidas, conversar sobre os sinais de trabalho de parto e ajudar as mães a construir o seu plano de parto, que é um direito delas”, destaca a médica Jhoselin.

Durante a gravidez, é preciso manter boas práticas, como se alimentar bem e fazer atividade física, desde que liberada pelo médico. Também é importante usar as suplementações indicadas para cada fase do pré-natal, como o ácido fólico, cálcio e sulfato ferroso.

Em caso de suspeita de gravidez, a mulher pode se dirigir à unidade básica de saúde mais próxima da sua residência e solicitar um teste. Caso já tenha feito o exame, a equipe da UBSF pode realizar uma escuta qualificada para o encaminhamento para o pré-natal.

Os endereços e horários de atendimento de todas as UBSFs estão disponíveis no site da Prefeitura de Joinville.

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