Equipamentos para aplicação de carvão ativado passam por testes na ETA Cubatão neste fim de semana

Publicada em 29/08/2025 às 18:01
Relacionado a: Companhia Águas de Joinville - CAJ

A Companhia Águas de Joinville realiza, neste sábado e domingo (30 e 31/8), os testes de funcionamento nos equipamentos para aplicação do carvão ativado em pó na Estação de Tratamento de Água (ETA) Cubatão, em Pirabeiraba. Os equipamentos chegaram e estão sendo instalados na ETA. A previsão é que, no início da semana, o carvão ativado em pó comece a ser aplicado.

O objetivo desta nova etapa é minimizar a alteração no gosto e odor da água, causada por substâncias orgânicas presentes no rio Cubatão, e que vem sendo percebida por moradores atendidos pela estação. Desde domingo (24/8), os testes realizados têm indicado resultado muito fraco para gosto e odor na água. A última análise foi realizada nesta sexta-feira (29).

O sistema inclui um silo, dois tanques de preparo e uma bomba que permite dosar a suspensão de carvão em fluxo contínuo, durante 24 horas. O material será aplicado na entrada da água na estação, em uma etapa inicial do tratamento. Uma carga de 20 toneladas de carvão ativado em pó está prevista para chegar na ETA na segunda-feira (1º/9).

“Temos uma carga de carvão em estoque, e com ela vamos fazer os testes iniciais no fim de semana”, informa Janine Alano, diretora Operacional da Companhia Águas de Joinville.

Para que essa nova etapa fosse colocada em prática na ETA de forma rápida, a Companhia realizou uma contratação emergencial. O custo para locação de equipamentos, armazenamento, preparo e dosagem do carvão é de R$ 491 mil por mês. O custo do carvão ativado é de R$ 1,34 milhão por mês de aplicação. O carvão ativado em pó será utilizado somente quando houver o aumento de compostos orgânicos na água do rio Cubatão e seu uso será interrompido quando não for mais necessário.

O carvão ativado é comumente utilizado em filtros de água caseiros para remoção de impurezas. Para que tenha efeito em uma estação de tratamento de água, que produz mais de 160 milhões de litros de água por dia, é necessária a aplicação de 4,2 toneladas de carvão ativado diariamente.

Desde que começou a receber relatos de alteração no odor e gosto da água tratada, além de ampliar o número de análises de água, a Companhia procurou soluções para minimizar o problema. A alternativa mais viável é o carvão ativado em pó, que nesse formato age mais rapidamente na retenção de impurezas em comparação com outros materiais.

É importante reforçar que a água distribuída é potável, própria para consumo, mesmo sem a aplicação do carvão ativado. “Fazemos mais de 2 mil análises de água por mês, e ampliamos ainda mais esse número após os relatos de alteração de sabor e odor da água. Nenhum parâmetro está fora de conformidade junto ao Ministério da Saúde”, explica Janine.

Compartilhe

Skip to content