Museu de Sambaqui representa a arqueologia por meio da arte

Publicada em 18/05/2018 às 08:27
Relacionado a: Secretaria de Cultura e Turismo - SECULT, Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville - MASJ

Melhorias no Museu Arqueológico de Sambaqui em maio de 2018

A área externa do Museu Arqueológico de Sambaqui está ganhando colorido especial, com os painéis pintados pelo artista joinvilense Sandro Luzz. As obras, que integram o projeto “Arqueologia no Átrio: Implantação de Sistema de Comunicação Arqueológica no Museu”, são inspiradas em trabalhos produzidos por outros renomados artistas e especialistas em sambaquis.

Um desses painéis, reproduz a obra do também artista plástico Hamilton Machado, criada há cerca de vinte anos especialmente para compor o diorama da antiga exposição do museu, “Pré-história Regional”. A pintura mostra a vista do Sambaqui Cubatão I, o rio Cubatão, o Morro do Cantagalo e outros elementos que compõem o sítio arqueológico.

Em outra intervenção artística, o artista ilustrou no chão do pátio externo, uma trincheira de escavação. Além de retratar o cenário do sítio, a obra surpreende por seu efeito tridimensional.

Além das duas obras que estão praticamente concluídas, nos próximos dias será iniciada a reprodução do croqui de um sepultamento escavado no Morro do Ouro, nos anos de 1950. O desenho original é assinado por Guilherme Tiburtius, autodidata que dedicou sua vida à arqueologia e que colaborou efetivamente para a pesquisa dos sambaquis, em Joinville.

A equipe do Museu também trabalha na produção das demais iniciativas previstas no plano de comunicação museológica. Entre elas, estão a exposição de painéis com textos explicativos bilíngues, que contam a evolução humana e a dispersão do homem pela América do Sul, a história dos sambaquis no Brasil e no mundo, os simbolismos dos sambaquianos, sua alimentação, tecnologia e recursos ambientais, como fauna e flora; a exposição de artefatos líticos que irão compor o cenário; e a reprodução, em gesso, de crânios de indivíduos sambaquianos.

O projeto “Arqueologia no Átrio: Implantação de Sistema de Comunicação Museológica no Museu”, foi premiado em 2017, pelo Edital Elisabete Anderle de Apoio às Artes e à Cultura do Estado de Santa Catarina, e contemplado pela Fundação Catarinense de Cultura com o valor de R$ 54 mil. A expectativa é de que as ações estejam concluídas até o mês de outubro, quando o museu comemora 46 anos de história.

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