Crianças do CEI Lírio do Campo trocam experiências com índios da aldeia Tarumã Ver imagem em alta resolução

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Crianças do CEI Lírio do Campo trocam experiências com índios da aldeia Tarumã

Famílias dos alunos também estiveram no encontro e partilharam um café com os índios

Publicada em 18/05/2017 às 07:23, por Diego Piffer Rosa.
Relacionado a: Secretaria de Educação - SED

O Centro de Educação Infantil Lírio do Campo, no bairro Fátima, em Joinville, promoveu na tarde desta quarta-feira (17/05/2017) o encontro de suas 200 crianças com integrantes da aldeia Tarumã, de Araquari. O evento atende à curiosidade de uma turma sobre os índios, despertada no desenvolvimento do projeto “De Norte a Sul, em tudo o sabor de uma história”, que incentivou os alunos a conhecerem sobre as regiões do Brasil.

“Para iniciar o projeto, contamos a história do Brasil e de seus primeiros habitantes, os índios, fato que despertou o interesse das crianças. Partindo disso, começamos a explorar a cultura deles, a construir artesanatos. E para enriquecer o conhecimento, decidimos trazer os índios para cá”, explica a professora Kessia Fruit Garcia.

A turma de Kessia, do 2º período (crianças de 5 anos), ficou com a região Norte, justamente a que apresenta o maior número de indígenas no Brasil, aguçando ainda mais a curiosidade das crianças. “É importante para elas saberem como os índios vivem hoje, como se vestem, e adquirir respeito pela cultura indígena”, completa.

O encontro foi realizado no pátio do CEI, com a presença de 20 pessoas da aldeia, entre adultos e crianças. Os índios apresentaram seu coral e peças de artesanato. O cacique Sergio Moreira explica que integrantes da aldeia já estiveram em escolas, mas essa é a primeira vez que visitam um centro de educação infantil.

Ele acrescenta que esses encontros são uma troca de cultura e ajudam os índios a se atualizarem com os dyruá (homem branco). “Mas o mais importante é poder mostrar para as pessoas que houve uma evolução: existe o índio do passado e existe o índio do presente”, destaca. A aldeia conta com 10 famílias, num total de 40 pessoas.

As famílias das crianças também estiveram no encontro e partilharam um café com os índios. Também providenciaram a doação de mais de 200 quilos de alimentos para a aldeia.

Para Ana Amélia Zuge, mãe do aluno Miguel, 5 anos, o projeto envolveu as famílias de de uma forma nunca vista por ela em cinco anos, já que seu filho mais velho também estudou na unidade. “É um projeto diferente de todos os outros. Vejo que meu filho está aprendendo melhor, sem decorar. Em casa, ajudamos a fazer uma flecha, e ele sabia o que os índios usam para pintar, por exemplo. Está tendo a oportunidade de ter um contato direto com os índios, e isso ele nunca mais vai esquecer na vida”, ressalta.

A diretora do CEI, Priscila Ribeiro de Miranda, explica que o projeto teve, desde o início, o objetivo de ir além das questões básicas trabalhadas no dia a dia. Cada turma trabalha, com o envolvimento da família, uma região do Brasil, e as turmas interagem. Os índios chamaram a atenção das crianças por serem os primeiros habitantes. “Como seria muito difícil levarmos todas as crianças do CEI à aldeia, fizemos o convite para que os índios viessem até aqui. E todos se engajaram para organizar o encontro, da servente ao vigilante. Estou muito orgulhosa”, destaca Priscila.