CEI Alegria de Viver cria aldeia indígena Ver imagem em alta resolução

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CEI Alegria de Viver cria aldeia indígena

Estrutura apresenta utensílios que lembram as culturas indígena e africana

Publicada em 20/04/2017 às 16:50, por Diego Piffer Rosa.
Relacionado a: Secretaria de Educação - SED

V’ya Gui Eko, na língua guarani, quer dizer Alegria de Viver e é o nome de uma pequena aldeia, inaugurada na manhã desta quinta-feira (20/4), no Centro de Educação Infantil (CEI) Alegria de Viver.

A estrutura da casa de um cômodo foi feita com bambus entrelaçados, cobertos com uma massa formada por barro, areia, água e palha. Seu interior está colorido de inúmeros itens trabalhados pelos alunos. São pequenos utensílios de barro e argila e artesanatos lembrando a cultura indígena e africana.

Durante as aulas foram estudados elementos da dança, música, artes, vestimentas e significados das pinturas corporais destes povos. A casinha conta até com um forno a lenha, onde foram assados biscoitos de aveia que os alunos ajudaram a elaborar. Ao lado, estão instaladas pequenas cabanas cobertas com palha.

Tudo faz parte de um projeto de sustentabilidade que foi, inclusive, premiado pelo Prêmio Embraco de Ecologia, em 2015, na categoria transformação. Com a vitória, o CEI ganhou R$ 24 mil, em repasses de R$ 6 mil a cada seis meses, durante dois anos. A implantação do projeto começou no ano passado e tem continuidade este ano.

A coordenadora pedagógica, Mariana Costa Rodrigues, esclarece que, embora o projeto tenha um prazo de execução, sua essência é permanente. “O foco é a sustentabilidade. Em todas as áreas de conhecimento da educação infantil, temos trabalhado a relação de amor pela natureza e com o meio ambiente dos povos indígenas e africanos”, explica.

Como referência, os professores visitaram a Aldeia Guarani Tiaraju, em Araquari. A construção do espaço teve a colaboração da comunidade, familiares e professores.

Desde 2007, o CEI Alegria de Viver vem transformando seus espaços com foco na sustentabilidade. O CEI fica na rua Monsenhor Gercino, 6793, no Paranaguamirim.