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Escola Herman Müller celebra o dia mundial da água com projetos sustentáveis

Sistema de captação de água de chuva e compostagem foram apresentados à comunidade

Uma compostagem que transforma 100 quilos de lixo orgânico em 20 quilos de adubo. Uma estação de captação e tratamento de água da chuva que abastece a horta, a lavanderia e os sanitários. O dia mundial da água não poderia ter uma comemoração mais simbólica na Escola Municipal Hermann Müller, no Rio Bonito, que traduz o conceito de “Eco Escola” em suas atividades pedagógicas.

Além de marcar a celebração do dia mundial da água, o evento de inauguração da composteira e da estação, realizado na manhã desta sexta-feira (22/3), encerrou um projeto que teve a parceria do Instituto Viva Cidade e da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema). O “Doutor Água”, codinome do administrador e especialista em captação da água da chuva, João Carlos Farias, foi o responsável pelos estudos que deixaram a escola ainda mais sustentável.

A estação funciona de forma simples: a água da chuva é absorvida por uma calha e passa por tratamento até chegar ao reservatório. Do reservatório, é bombeada para os sanitários, para a lavenderia e para a horta. “A estação está em atividade desde novembro. Nós ainda não temos uma estimativa de economia, mas implantamos um projeto semelhante no CEI Fátima e conseguimos registrar uma economia de R$ 2 mil por ano”, afirma.

O secretário de Educação Roque Mattei, que participou da celebração, lembrou a importância da economia de água para a preservação do planeta. Segundo ele, uma das missões da escola é formar crianças conscientes. “Nós queremos que essas crianças deixem um planeta para as próximas gerações ainda melhor do que o que encontraram”.

O projeto envolveu os alunos, os professores e a comunidade. De acordo com a diretora, Silvane Aparecida de Almeida, palestras e muita conversa fizeram parte das atividades pedagógicas do projeto. “Fizemos reuniões com os pais e com os alunos. Todos sabem como funciona o sistema e conversam sobre ele”, destaca.

Na inauguração, Silvane fez questão de destacar que o conceito de ecologia movimenta todos os espaços da escola, sempre integrando as atividades relacionadas ao meio-ambiente à literatura, especialmente à poesia. “Aqui na nossa escola o conhecimento técnico vira poesia”, lembrou. Baseada em um texto de Paulo Freire, a diretora lembrou que o espaço escolar tem como missão educar e formar cidadãos felizes.

A composteira, outro projeto que movimentou a escola, também está em pleno funcionamento desde o ano passado. Uma das atividades de conscientização atingiu em cheio os hábitos dos alunos: eles tiveram de separar lixo orgânico para encaminhar para a escola. “Só com o lixo produzido na escola o equipamento não atingia sua capacidade, foi aí que envolvemos os alunos”, afirma João Carlos.

Dolores Bauer, mãe da aluna Marcela, do 6º ano, participou do evento e aplaudiu a iniciativa. Segundo ela, é importante que as crianças tenham contato com a importância do meio-ambiente para que se tornem conscientes.

“Tudo o que eles aprendem aqui, levam para a vida e para a casa onde moram”.

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